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G.C. Neves, natural de Vitória-ES, saiu de casa aos 21 anos para estudar no Rio de Janeiro, onde se formou e vive atualmente com sua esposa. Trabalha no serviço público federal e dedica-se a escrever pequenos textos, um dos quais resultou na obra No centro da terceira fileira.

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ENTREVISTA POR Karine do http://lendonoinverno.blogspot.com.br/

Sempre é bom conhecer um pouco mais do autor e do seu livro e por fizemos uma entrevista exclusiva com o autor de NO CENTRO DA TERCEIRA FILEIRA. Confiram como ficou a entrevista!


Lendo no Inverno: Quando foi que você tomou iniciativa de escrever um livro?

Gustavo Neves - O meu primeiro livro, No Centro da Terceira Fileira, começou a existir na minha cabeça um ano após eu terminar o ensino superior, em 2003. A inspiração veio de lembranças de várias passagens marcantes em minha vida e nos de momentos vividos por alguns amigos meus, que me contavam certas situações, tanto homens quanto mulheres.

 

Lendo no Inverno: Se você pudesse refazer alguma parte, qual seria?

Gustavo Neves - Eu nunca pensei nisso, então acho que por mim, não mudaria nada. A única coisa que deveria ser feita nele é a correção por um profissional da língua portuguesa, porque a revisão e as correções, antes da publicação, foram feitas por mim. Eu sempre fui um aluno mediano em português e sempre passei de ano com um mínimo nesta matéria.
Então por mim não mudaria muita coisa, contudo, alguns leitores reclamaram muito das aspas, nas linguagens coloquiais, do primeiro livro, e isso eu vou mudar quando sair uma nova edição. Também vou tirar alguns termos preconceituosos de determinados personagens. Eu só escrevi essas coisas para poder chocar as pessoas mesmo, quero que um garoto que fala isso, em suas rodinhas de amigos, sinta uma certa familiaridade com as frases e se reconheça nelas, vendo o quanto é feio e deixe de repeti-las.

 

Lendo no Inverno: Podemos encontrar em sua obra um capítulo mais caloroso, de onde saiu essa coragem e a criatividade?

Gustavo Neves - Olha, quando eu estava escrevendo as primeiras páginas, comecei a me perguntar porque deixava aqueles momentos tão quentes naquele livro e senti vergonha daquilo. Fiquei com um pouco de aversão e apaguei tudo, tudo mesmo. No outro dia, quando comecei a escrever de uma forma cheio de pudor e recatada, comecei a sentir que estava traindo os meus pensamentos, então pensei: "Poxa, esse livro é meu, é o meu mundo! Posso fazer o que eu quiser!"
Diante disso, eu procurei pelas cópias de segurança e voltei a escrever da mesma forma, deixando fluir o que vinha na minha cabeça. Na verdade, eu queria uso o sexo no livro para poder escancarar a intimidade do personagem. Quer coisa pior que isso? Você saber que as pessoas viram seu rosto na hora "h! Isso expõe demais quem quer que seja e é tão cruel, que alguns namoradinhos, por vingança, jogam vídeos de suas ex-namoradas para humilha-las. É muito exposição e foi isso o que eu quis passar, além de chocar.
Já para a criatividade, eu tenho uma técnica bastante útil, escrevo em primeira pessoa, depois passo para a terceira. Sinto como se e tivesse mergulhado na cena e sentindo o que os personagens sentem. Inclusive, aconteceu um fato muito engraçado em relação a isso, uma amiga me mandou uma foto e eu falei que tinha imaginado uma cena de um livro para aquela figura. Daí ela me pediu para ver o texto, eu corrigi bem rapidinho e mandei por Whatsapp, quando reparei, havia um trecho bem caloroso em primeira pessoa. Fiquei calado e fingi que não tinha percebido.

 

Lendo no Inverno: Dentre todos os personagens, qual você mais gosta e por quê?

Gustavo Neves - Gostava de todos de uma forma igual, mesmo os coadjuvantes, mas a Bel, que adora ser o centro das atenções, começou a me visitar nos sonhos, durante três dias seguidos. Foi uma experiência muito real e na mesma época em que comecei a escrever o segundo livro.
No primeiro dia ela só conversou comigo, perguntou por que eu escrevia aquelas coisas dela, uma conversa mais para a gente se conhecer. No segundo dia ela chorou, ficou pegando na minha mão, me olhando nos olhos, contando que estava sofrendo muito, pediu um abraço e ficamos conversando um tempão. Já no terceiro, eu não posso falar, porque é "spoiler". ;-| Também tive um sonho, num dia desses, em que via Bel e Gi de longe, discutindo baixinho, mas foi só isso, nenhuma delas falou comigo.

 

Lendo no Inverno: Alguma parte da obra é baseada na sua vida? Qual?

Gustavo Neves - Tem sim, no meu segundo ano de cursinho pré-vestibular, eu sentei no centro da terceira fileira. Na verdade a obra toda é baseada na observação da vida de um monte de gente, de amigos, de colegas de turma e de até algumas pessoas desconhecidos. A Gisela por exemplo, tem traços de personalidades tanto de homens, quanto de mulheres. Assim também é o Rob. Já os outros, só tem características de acordo com seu gênero.

 

Lendo no Inverno: Antes de escrever você tinha um tema principal ou saiu escrevendo?
Gustavo Neves - Pois é, ele já estava pronto na minha cabeça desde 2003 e só em 2013 eu sentei para escrevê-lo. Demorou uns seis meses para ficar pronto, um dia eu estava no ônibus, preso em um engarrafamento, estudando com o meu "notebook" e experimentei escrever uma página, daí escrevi duas, três e, uns quatro meses depois, tinha um monte de páginas desconexas, tipo um quebra cabeça. Precisei de mais dois meses para organizar as ideias em capítulos e os capítulos no livro.

 

Lendo no Inverno: Por que você não colocou sua foto no livro? Algo contra?
Gustavo Neves - Nada contra, isso é coisa minha mesmo. Eu acho que uma obra escrita deve ter a menor quantidade de imagens possível, para dar mais condições ao leitor de imaginar o que quiser e o fato de não ter a minha foto acho que também ajuda nisso.

 

Lendo no Inverno: Nos conte um pouco sobre você

Gustavo Neves - Sou casado, não tenho filhos, tenho 38 anos, nasci no Espírito Santo e moro no Rio de Janeiro desde 1998. Hoje trabalho no serviço público federal, no centro do Rio. Gosto de esportes, leio o que me chama atenção e sou um pouco tímido com pessoas estranhas, apesar de na escrita ser bem despachada, às vezes. E adoro as minhas leitoras.

 

Lendo no Inverno: Quando você contou que estava escrevendo um livro para seus amigos e parentes, qual foi a reação deles?
Gustavo Neves - Eu não contei, eu mostrei o livro pronto. Só a minha esposa sabia. Meus parentes ficaram meio assustados e meus amigos acharam graça, porque se você olhar para mim, vai ver que eu tenho cara de um monte de coisas, menos escritor de romance. E existe um tipo de áurea na palavra escritor, que algumas pessoas acham ser algo de gente diferenciada, essas coisas. Coisa que eu não sou, então, acho que foi só por isso que causei surpresa.

 

Lendo no Inverno: Tem algum autor que você já leu todas as obras? Ele influenciou de alguma forma na sua obra?

Gustavo Neves - Não tenho um autor específico, mas acho que tudo o que lemos nos influencia. É como se recebêssemos resumos das experiências vividas por um monte de pessoas. A leitura é fantástica. Então, eu acho que todos os autores me influenciam quando escrevo, uns mais e outros menos. Até porque eu leio vários tipos de gêneros.
Uma coisa que me influencia muito a escrever é a música. Quando escrevo, ouço Djavan, Marisa Monte, Vivaldi (violino) e algumas músicas (piano) de Chopin e Beethoven. Inclusive eu coloquei algumas cenas com músicas no "Ao Centro da Terceira Fileira", tem até um "show" e um capítulo com esse nome.
No mais, agradeço a oportunidade de poder falar para você e quero dizer que voes é que me levam a escrever. Obrigado.

 

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ENTREVISTA POR febredelivro.com.br

1-Quando surgiu seu amor pela leitura? E quando descobriu que queria escrever?


Gustavo: Surgiu quando eu estava na sexta série do ensino fundamental, eu mudei de escola no meio do ano e, nessa nova escola, havia uma biblioteca, o que não existia na primeira. Eu nunca havia visto tantos livros em minha vida e quanto conhecimento diferenciado em cada um deles. Não era só de literatura, eram dos mais diversos assuntos. Naquela época não havia internet e a biblioteca foi como uma porta para o mundo.
Nessa biblioteca também tinha algo que eu nunca havia visto em uma escola, um tapete com várias almofadonas, um ambiente muito acolhedor. Eu pegava uns três livros e os ficava folheando, depois me decidia por um, ia até um balcão e o levava para casa. Começou assim, bem simples.
O meu primeiro livro, No Centro da Terceira Fileira, começou a existir na minha cabeça um ano após eu terminar o ensino superior, em 2003. A inspiração veio de lembranças de várias passagens marcantes em minha vida e nos momentos vividos por alguns amigos meus, que me contavam certas situações, tanto homens quanto mulheres.

 

2-Todo escritor, normalmente é também um grande leitor. Conte-nos quem são seus autores favoritos? Algum deles inspirou a sua escrita?


Gustavo: Não tenho um autor específico, mas acho que tudo o que lemos nos influencia. É como se recebêssemos resumos das experiências vividas por um monte de pessoas. A leitura é fantástica. Então, eu acho que todos os autores me influenciam quando escrevo, uns mais e outros menos.
O mais engraçado é que eu não leio ficção e também não tenho um gênero específico. Agora que comecei a escrever, não estou com muito tempo para nada, mas eu leio sempre que posso. Ano passado, eu li dois livros de Geopolítica, um manual de sobrevivência, que ainda não terminei, e um livro sobre musculação. Tudo a ver, né! :-) Hoje, quando tenho um tempinho, vou em uma livraria e fico folheando alguns livros, mas estou focado em escrever e ajudar na edição dos meus livros.
Uma coisa que me influencia muito a escrever é a música. Quando escrevo, ouço Djavan, Marisa Monte, Vivaldi (violino) e duas músicas em piano, uma de Chopin e outra de Beethoven. Inclusive eu coloquei algumas cenas com músicas no "Ao Centro da Terceira Fileira", tem até um "show" e um capítulo com esse nome.

 

3-Qual de seus personagens é o seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?


Gustavo: Gostava igualmente de todos, mesmo os coadjuvantes, mas a Bel, que adora ser o centro das atenções, começou a me visitar nos sonhos, durante três dias seguidos. Foi uma experiência muito real e na mesma época em que comecei a escrever o segundo livro.
No primeiro dia ela só conversou comigo, perguntou por que eu escrevia aquelas coisas, uma conversa mais para a gente se conhecer. No segundo dia ela chorou, ficou pegando na minha mão, me olhando nos olhos, contando que estava sofrendo muito, pediu um abraço e ficamos conversando um tempão. Já no terceiro, eu não posso falar, porque é "spoiler". ;-) Também tive um sonho, num dia desses, em que via Bel e Gi de longe, discutindo baixinho, mas foi só isso, nenhuma delas falou comigo.
Gostaria de dizer que, tanto Robson quanto a Gisela, têm um pouco de mim. Além disso, os dois são uma reunião de várias pessoas que eu conhecia o longo da minha vida, mulheres e homens, e mais um bocadinho de imaginação.


4-Qual foi o elogio mais bonito que já recebeu/ouviu de um leitor?


Gustavo: São tantos elogios lindos que seria uma injustiça apontar um. Adoro as resenhas e os comentários, mesmo quando falam mal, porque o livro às vezes afronta. Eu às vezes me emociono com o que leio de vocês. No entanto, ouvir que alguém riu ou chorou, quando leu meu livro, é algo que me toca muito. Fico pensando: "como consegui fazer isso?". É uma satisfação que só um autor sabe.

 

5- Como se sente quando vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho?


Gustavo: Sinto-me muito gratificado e mais motivado a continuar escrevendo, como se precisasse dar as respostas que os leitores querem e precisam. Eu quero participar dessa fase gostosa de ler um livro, de emocionar e de receber aquela energia que só leitores têm.

 

6- Você tinha em mente um leitor enquanto escrevia o seu livro?


Gustavo: Olhe, no início não, porque eu tinha o livro na minha cabeça praticamente pronto, mas nunca tive paciência para sentar e começar escrever. Um dia, eu estava no ônibus, preso em um engarrafamento, estudando com o meu "notebook" e experimentei escrever uma página, daí escrevi duas, três e, uns quatro meses depois, tinha um monte de páginas desconexas, tipo um quebra-cabeça. Precisei de mais dois meses para organizar as ideias em capítulos e os capítulos no livro.
Olhei para ele e achei que estava bom, mas percebi que seria uma estória que poderia estar acontecendo com alguma pessoa em um cursinho pré-vestibular. Então, acho que o livro foi escrito mais para essas pessoas, o público de 16 a 20 anos.
Ocorre que pessoas já passaram por esta fase marcante da vida, por isso muita gente se identifica com ele, mesmo pessoas de mais idade.

 

7- Tem alguma mania? Algo que sempre faz antes de começar a escrever?


Gustavo: Tenho sim. Quando vou escrever sobre alguma cena eu ouço uma música que eu acho que representa o que os personagens estão sentindo. Fico ouvindo umas dez vezes seguidas, aí sinto a inspiração, como se me incorporasse ao ambiente e escrevo sem parar.

 

8- Qual seria sua maior "dica" para quem quer começar a escrever "Profissionalmente"?


Gustavo: Desculpe-me, mas eu não sei. Eu não tenho como te dar essa resposta, porque ainda sou amador, escrevo porque gosto. O meu contrato com a editora é de apenas publicação do livro.
A única dica que eu posso dar é que se você quer fazer alguma coisa, qualquer coisa, seja um livro, um quadro ou uma música, você tem que sentar e fazer. Não ligue para o que vão pensar, faça. A prática vai te levar aonde você quer chegar e acredite nisso, como se o visse pronto, na sua frente.


9-Seu livro deixou aquele gostinho de quero mais!!! Quando será o lançamento do próximo? E quais são suas expectativas?


Gustavo: O próximo livro já foi escrito e estou aguardando a resposta da editora. Se ela aceitar, deverá estar disponível em janeiro de 2016. Se não, irei fazer uma produção independente, oferecendo principalmente no formato e-book e devo imprimir uns 50 exemplares. Então, tudo vai depender deles.

 

10- O que no "centro da terceira fileira" significa para você? O livro já mudou de alguma forma a sua vida?


Gustavo: Esse livro significa muito. Ele é um primeiro passo em direção a algo que eu sinto desejar fazer. Estou adorando escrever e interagir com os leitores, só tenho que ter os pés no chão e frear um pouco o meu ímpeto em escrever tudo o que penso, como fiz no primeiro livro. Alguns termos e expressões chocaram muito algumas pessoas, embora eu quisesse fazer isso, para mostrar a realidade do universo masculino.
Outra coisa, é que esse primeiro livro foi trabalhado na minha cabeça por uns 10 anos, por isso pude fazê-lo com muito cuidado, algo que não vai acontecer nos próximos, ao menos que eu espere por mais 10 anos (risos).
Ele ainda não conseguiu mudar a minha vida, mas está me dando um novo rumo e me abrindo oportunidades que nem eu mesmo imaginava. Estou conhecendo muitas pessoas e fazendo amizades em várias partes do país. Espero do fundo do meu coração que ele mude completamente a minha vida e traga mais felicidade às outras.

 

Gustavo Muito obrigado novamente, por conceder essa entrevista. Agora para finalizar o espaço é todo seu: Deixe uma mensagem/recado para seus leitores.


Gustavo: Quero dizer que estou muito feliz por todo o carinho que recebo dos leitores, por escrever a sequência, "Ao Centro da Terceira Fileira", e por interagir com pessoas como você. Isso é o mais gratificante, eu aprecio muito toda essa dinâmica que os leitores têm de querer saber mais sobre o livro e sobre o autor. Eu tenho contato com alguns leitores, eles me dão dicas sobre o texto, sobre um personagem e até sobre o que eu falo ou da minha forma de agir. Sempre ouço o que me falam, é como se fossem livros que eu leio. Fiquem certos de que alguma coisa vai entrar na minha cabeça e me influenciar na hora de escrever.
Eu fico à disposição de todos vocês que quiserem falar comigo. Contudo, sou uma pessoa comum. Eu preciso trabalhar durante o dia e escrevo à noite, mas sempre arranjo um tempinho para me comunicar com meus leitores.
Eu não tenho páginas pessoais nas redes sociais, mas possuo para o livro no Facebook, no Skoob, no Twiter e no Instagram. Neste último, estou mais ativo e se alguém quiser falar comigo, é só entrar em contato. Já peço perdão se não responder logo, porque às vezes não tenho tempo, mas assim que posso entro em contato.
Um beijo a todos e tudo de bom a vocês.
Muito obrigado pela oportunidade.